5 de out de 2014

ESTUDO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

Orações Subordinadas
Período composto por subordinação
    No período composto por subordinação sempre aparecem dois tipos de oração: oração principal e oração subordinada.
O período:
“Todos esperam sua volta”.
    É um período simples, pois apresenta uma única oração. Nele podemos identificar:
Todos (suj.) esperam (v.t.dir.) sua volta. (obj. direto)
Se transformarmos o período simples acima em um período composto, teremos:
Todos esperam que você volte.
1ª oração: Todos esperam
2ª oração: que você volte
    Nesse período, a 1ª oração apresenta o sujeito todos e o verbo transitivo direto esperam, mas não apresenta o objeto direto de esperam. Por isso, a 2ª oração é que tem de funcionar como objeto direto do verbo da 1ª oração.
Verificamos, então, que:
I. a 1ª oração não exerce, no período acima, nenhuma função sintática. Por esse motivo ela é chamada de oração principal.
II.
a 2ª oração depende da 1ª, serve de termo (objeto direto) da 1ª e completa-lhe o sentido. Por esse motivo, a 2ª oração é chamada de oração subordinada.
Resumindo:
* Oração principal: é um tipo de oração que no período não exerce nenhuma função sintática e tem associada a si uma oração subordinada.
* Oração subordinada: é toda oração que se associa a uma oração principal e exerce uma função sintática (sujeito, objeto, adjunto adverbial etc.) em relação à oração principal.
Orações subordinadas substantivas
    Inicialmente, diga-se que são aquelas orações subordinadas que exercem as seguintes funções: sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicado nominal e aposto, exemplos:
“Insinuou nada conhecer”.
“Pediu que se fizesse silêncio”.
As orações subordinadas substantivas podem ser de seis espécies:
1ª. Subjetivas: são aquelas que exercem a função de sujeito em relação à outra oração. Exemplos:
“Importa estudar continuamente”.
“Sabe-se que a situação econômico-financeira ainda vai ficar pior”.
“Convém que não saias da classe”.
Facilita encontrar o sujeito de uma oração interrogar o verbo da oração:
Importa o que? O que se sabe? O que convém?
2ª. Objetivas diretas: são aquelas que exercem a função de objeto direto de outra oração.
“Temo que Marcos saia ferido”.
“Pedi que saíssem da sala”.
    Observa-se que o objeto direto é identificado da seguinte maneira: quem confia, confia em alguma coisa; quem sabe, sabe de alguma coisa; quem espera, espera alguma coisa; e assim por diante.
As locuções: tenho medo, estou com esperança e sou de opinião ou ele é de opinião têm força transitiva direta, isto é, são equivalentes a verbos transitivos diretos: temer, esperar, opinar. Se estas expressões vierem acompanhadas de preposição de antes da conjunção que, as orações já não serão objetivas diretas, mas completivas nominais:
Tenho medo de que ele não resista ao interrogatório.
Estou com esperança de que ele saia vitorioso.
Estou com receio de que não ocorra o jogo.
3ª. Objetivas indiretas: são aquelas que exercem a função de objeto indireto de outra oração, isto é, ligam-se à oração principal mediante preposição. Exemplos:
“Cláudia não gostou das provocações e insinuações”.
“O acidente obstou a que chegássemos mais cedo”.
“O jovem obedeceu a todos que lhe são superiores”.
    A identificação do objeto indireto é realizada mediante o seguinte procedimento: quem precisa, precisa de alguma coisa; quem gosta, gosta de alguma gosta; quem obedece, obedece a alguma coisa; e assim por diante.
4ª. Completivas nominais: são aquelas que completam o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio. Ex:
“Ivo tinha esquecido de que sua proposta não agradara”.
“Alencar estava esperançoso de que tudo se resolveria”.
“A opinião de que Luís desistirá do estudo é conclusão precipitada”.
     Assim como alguns verbos exigem objeto que lhes complete o sentido, há algumas palavras que necessitam de outras que lhes completem o sentido. Assim, pode-se à semelhança dos verbos, perguntar: acordo de que?; esperançoso de quê?; opinião de quê? (ou sobre o quê?); medo de quê? A reposta a estas perguntas constitui o complemento nominal.
5ª. Predicativas: são aquelas que funcionam como predicativo do sujeito. Exemplos:
“O bom é que você não desconfia nunca”.
“O mal é você ficar de braços cruzados”.
“O certo é que Sérgio não se casará”.
“A falácia é que para ficar rico é preciso ficar pobre”.
Não se deve confundir oração predicativa com oração subjetiva. Exemplos:
É certo que o Vasco não ganhará do Flamengo = subjetiva.
A oração grifada funciona como sujeito
O certo é que o Vasco não ganhará do Flamengo = predicativa
A oração grifada funciona como predicativo do sujeito.
6ª. Apositivas: são aquelas que funcionam como aposto. Exemplos:
“Sua instrução foi única: estudar sempre”.
“Pedi-lhe um favor: que me chamasse às sete horas”.
     O aposto é uma foram de adjunto adnominal, que é constituído de uma palavra ou expressão em aposição, exemplificando um ou vários termos expressos na oração. Note-se nos exemplos que estudar sempre explica a frase inicial, determina qual foi sua instrução; qual foi o favor pedido.

ACESSE: www.aulasdaminhavida.com.br  - PROFESSOR: ELEMAR GOMES

Eclesiastes 1:13

E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.