21 de out de 2012

TEXTO DO TRABALHO SOBRE VERBOS - CIMOL


O Verbo “For”

AUTOR: João Ubaldo Ribeiro

Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário — evidentemente o condizente com a nossa condição provecta —, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).
 
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho.

Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.

— Traduza aí quousque tandem, Catilina, patientia nostra — dizia ele ao entanguido vestibulando.

— "Catilina, quanta paciência tens?" — retrucava o infeliz.

Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.

— Ai, minha barriga! — exclamava ele. — Deus, oh Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária. Senhor meu Pai!

Pode-se imaginar o resto do exame. Um amigo meu, que por sinal passou, chegou a enfiar, sem sentir, as unhas nas palmas das mãos, quando o mestre sentiu duas dores de barriga seguidas, na sua prova oral. Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.

O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo "dar um show". Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:

— Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!

— As margens plácidas — respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.

— Por que não é indeterminado, "ouviram, etc."?

— Porque o "as" de "as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no hino. "Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: "quem te adora." Se pusermos na ordem direta...

— Chega! — berrou ele. — Dez! Vá para a glória! A Bahia será sempre a Bahia!

Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra "for" tanto podia ser do verbo "ser" quanto do verbo "ir". Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.

— Esse "for" aí, que verbo é esse?

Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.

— Verbo for.

— Verbo o quê?

— Verbo for.

— Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.

— Eu fonho, tu fões, ele fõe - recitou ele, impávido. — Nós fomos, vós fondes, eles fõem.

Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe.

Esta crônica foi publicada no jornal "O Globo" (e em outros jornais) na edição de domingo, 13 de setembro de 1998 e integra o livro "O Conselheiro Come", Ed Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 2000, pág. 20.




AULAS DA 4.ª SEMANA DE OUTUBRO DE 2012 -CIMOL



PLANOS DE AULA – CIMOL - 2012

Escola: CIMOL
Semana:
4.ª OUTUBRO/12
Professor: Elemar Gomes



TRIMESTRE: III.º
INFO 11 M
Disciplina: LÍNGUA PORTUGUESA I
Conteúdos a serem ministrados
Períodos
Objetivos
LIVRO: CAMINHANDO NA CHUVA – CHARLES KIEFER
TRAB.: 11/09/2012
PESO: 2,0 (DEBATE E QUESTÕES)
VERBOS:  CONCEITOS, EXERCÍCIOS E TRABALHO (2,0 -25/10/2012).
5
CONHECER, APERFEIÇOAR, CRESCER, CONSTRUIR, APRESENTAR, AVALIAR,...
TRIMESTRE: III.º
INFO 11 T
Disciplina: LÍNGUA PORTUGUESA I
Conteúdos a serem ministrados
Períodos
Objetivos
LIVRO: ANA TERRA – ERICO VERISSIMO
TRAB.: 11/09/2012
PESO: 2,0 (DEBATE E QUESTÕES)
VERBOS:  CONCEITOS, EXERCÍCIOS E TRABALHO (2,0 -25/10/2012).
5
CONHECER, APERFEIÇOAR, CRESCER, CONSTRUIR, APRESENTAR, AVALIAR,...

TURMAS DE 8.ª SÉRIE - RODOLFO

GRAFITE: PURA ARTE, SEM VANDALISMO!

A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes. Existem relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano. Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.
O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.
O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo.
Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas. Os materiais utilizados pelos grafiteiros vão desde tradicionais latas de spray até o látex.
Principais termos e gírias utilizadas nessa arte;

• Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
• Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo.
• Tag: é a assinatura de grafiteiro.
• Toy: é o grafiteiro iniciante.
• Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.
Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola.com

AULAS DA 4.ª SEMANA DE OUTUBRO DE 2012-RODOLFO


Hor
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
MANHÃ
07:30
73
73
-
82
81
08:20
81
73
-
82
73
09:10
82
82
-
72
72
10:00
72
82
-
81
72
11:05
72
81
-
81
73

     RODOLFO
Planos de aula
Escola: RODOLFO
Semana:
4.ª DE OUTUBRO/12
Professor: Elemar Gomes

Série: OITAVA
Turma: 81
Disciplina: PORTUGUÊS
Conteúdos
Período
Objetivos
·         Estudo a partir do livro: “Ana Terra”: Debate e Questões – 2,0 pontos cada etapa
·         Tema do livro didático: “Textos opinativos” –Pág. 185, 186 e 187.
5
Conhecer, desenvolver, perceber, reconhecer...
Série: OITAVA
Turma: 82
Disciplina: PORTUGUÊS
Conteúdos
Período
Objetivos
·         Estudo a partir do livro: “Caminhando na chuva”: Debate e Questões – 2,0 pontos cada etapa;
·         Tema do livro didático: “Textos opinativos” –Pág. 185, 186 e 187.
5
Conhecer, desenvolver,  perceber, reconhecer...
Série: SÉTIMA
Turma: 72
Disciplina: PORTUGUÊS
Conteúdos
Período
Objetivos
·        CLESSES GRAMATICAIS: VERBOS, CONCEITOS, EXEMPLOS E EXERCÍCIOS.
·        TEMAS DE CASA: LER E EXPLICAR AS QUESTÕES PROPOSTAS NA PÁG. 210.
5
Conhecer, desenvolver,  perceber, reconhecer...
Série: SÉTIMA
Turma: 73
Disciplina: PORTUGUÊS
Conteúdos
Período
Objetivos
·        CLESSES GRAMATICAIS: VERBOS, CONCEITOS, EXEMPLOS E EXERCÍCIOS.
·        TEMAS DE CASA: LER E EXPLICAR AS QUESTÕES PROPOSTAS NA PÁG. 210.
5
Conhecer, desenvolver,  perceber, reconhecer...
OBSERVAÇÕES: TODAS AS TURMAS ESTÃO LENDO LIVROS DE LEITURA E FARÃO TRABALHO DE 4,0 CADA (QUESTÕES E DEBATE).

Eclesiastes 1:13

E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.