18 de fev de 2018

Aula: 8º ano

ATIVIDADES DE SONDAGEM
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Leia o texto 1 e depois responda:                                O índio
- Meu Deus, é ele!
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Quem já conversou com um índio, assim um papo aberto, sobre futebol, religião, amor... ? A primeira ideia que nos vem é a da impossibilidade desse diálogo, risos, preconceito, talvez. O que dizer então da visão dos estrangeiros, que pensam que andamos nus, atiramos em capivaras com flechas envenenadas e dançamos literalmente a dança da chuva pintados com urucu na praça da Sé ou na avenida Paulista?
Pois na minha escola no ano de 1995 ocorreu a matrícula de um índio. Um genuíno adolescente pataxó.
A funcionária da secretaria não conseguiu esconder o espanto quando na manhã de segunda-feira abriu preguiçosamente a portinhola e deparou-se com um pataxó sem camisa com o umbigo preto para fora, dois penachos brancos na cabeça e a senha número "um" na mão, que sem delongas disse:
– Vim matricular meu filho.
E foi o que ocorreu, preenchidos os papéis, apresentados os documentos, fotografias, certidões, transferências, alvarás, licenças etc. A notícia subiu e desceu rapidamente os corredores do colégio, atravessou as ruas do bairro, transpôs a sala dos professores e chegou à sala da diretora, que levantou e, em brado forte e retumbante, proclamou:
– Mas é um índio mesmo?
Era um índio mesmo. O desespero tomou a alma da pobre mulher; andava de um lado para o outro, olhava a ficha do novo aluno silvícola (que ou quem nasce ou vive na selva; selvagem), ia até os professores, chamava dois ou três, contava-lhes, voltava à sala, ligava para outros diretores pedindo auxílio, até que teve uma ideia: pesquisaria na biblioteca. Chegando lá, revirou Leis, Decretos, Portarias, Tratados, o Atlas, Mapas históricos e nada. Curiosa com a situação, a funcionária questionou: – qual o problema para tanto barulho?
– Precisamos ver se podemos matricular um índio; ele tem proteção federal, não sabemos que língua fala, seus costumes, se pode viver fora da reserva; enfim, precisamos de amparo legal. E se ele resolver vir nu estudar, será que podemos impedir?
Passam os dias e enfim chega o primeiro dia de aula, a vinda do índio já era notícia corrente, foi amplamente divulgada pelo jornal do bairro, pelas comadres nos portões, pelo japonês tomateiro da feira, pelos aposentados da praça, não se falava noutra coisa. Uma multidão aguardava em frente da escola a chegada do índio, pelas frestas da janela, que dava para o portão principal, em cima das cadeiras e da mesa, disputavam uma melhor visão os professores – sem nenhuma falta –, a diretora, a supervisora de ensino e o delegado.
O porteiro abriu o portão – sem que ninguém entrasse – e fitou ao longe o final da avenida; surgiu entre a poeira e o derreter do asfalto um fusca, pneus baixos, rebaixado, parou em frente da escola, o rádio foi desligado, tal o silêncio da multidão que se ouviu o rangido da porta abrir, desceu um menino roliço, chicletes, boné do Chicago Bulls, tênis Reebok, calça jeans, camiseta, walkman nas orelhas, andou até o porteiro e perguntou:
– Pode assistir aula de walkman?
Passos, Edson Rodrigues dos . In: Nós e os outros: histórias de diferentes culturas. São Paulo. Ática, 2001.
Agora, vamos testar a compreensão do texto:
1. Na escola, tudo corria tranquilamente. O que vem mudar esta situação?

2. Por que a diretora consultou os documentos citados no texto?

3. Em quais documentos a diretora poderia encontrar amparo legal para matricular o índio?

4. Por que a comunidade tinha expectativa pela chegada do índio?

5. O menino pataxó correspondeu à expectativa que a comunidade tinha a respeito dele?

6. O menino chega mascando chicletes, usando boné do Chicago Bulls, tênis Recep, calça jeans, walkman nas orelhas. A que cultura associou os elementos citados?

7. Das frases abaixo, qual é a que mais se aproxima da questão cultural indígena tratada no texto?
a)(  )É bom que todos tenham a oportunidade de partilhar os avanços tecnológicos.
b)(  )É uma pena que os povos percam sua identidade.
c)(  )Eu uso esses produtos, mas o índio usando é estranho.
8. A expressão brado retumbante aparece em um importante texto brasileiro. Você sabe qual?

9. Como o conflito se resolve no final?

10. Você acha normal a reação das pessoas ao ver um índio? Você também teria esta reação? Justifique sua resposta.



        Leia o texto 2 e depois responda:  
Não despertemos os Leitores
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Os leitores são, por natureza, dorminhocos. Gostam de ler dormindo.
Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. Apenas as eternas frases feitas.
"A vida é um fardo" - isto, por exemplo, pode-se repetir sempre. E acrescentar impunemente: "disse Bias". Bias não faz mal a ninguém, como aliás os outros seis sábios da Grécia, pois todos os sete, como há vinte séculos já se queixava Plutarco, eram uns verdadeiros chatos. Isto para ele, Plutarco. Mas, para o grego comum da época, deviam ser a delícia e a tábua de salvação das conversas.
Pois não é mesmo tão bom falar e pensar sem esforço? O lugar-comum é a base da sociedade, a sua política, a sua filosofia, a segurança das instituições. Ninguém é levado a sério com ideias originais.
Já não é a primeira vez, por exemplo, que um figurão qualquer declara em entrevista:
"O Brasil não fugirá ao seu destino histórico!"
O êxito da tirada, a julgar pelo destaque que lhe dá a imprensa, é sempre infalível, embora o leitor semidesperto possa desconfiar que isso não quer dizer coisa alguma, pois nada foge mesmo ao seu destino histórico, seja um Império que desaba ou uma barata esmagada.
(QUINTANA, Mário. Prosa & Verso. 6. ed. São Paulo: Globo, 1989, p. 87)

1. Defina, com suas palavras, um leitor dorminhoco.


2. Como você se classificaria: um leitor dorminhoco, um leitor semidesperto ou um leitor atento? Justifique.


3. Plutarco poderia se considerar um grego comum? Por quê?


4. Por que os sete sábios da Grécia deviam ser a tábua de salvação das conversas?


5. Uma das técnicas da dissertação consiste na citação de um "argumento de autoridade", ou seja, o testemunho ou a citação de uma pessoa de competência reconhecida sobre determinado assunto. Como Mário Quintana ironiza essa técnica?



6. Caetano Veloso, na letra Sampa (Mostrar música), afirma o seguinte: "Á mente apavora o que ainda não é mesmo velho". Que trecho do texto apresenta opinião semelhante?


7. Qual a diferença de postura entre o leitor dorminhoco, o leitor semidesperto e o leitor atento em relação à frase: "O Brasil não fugirá ao seu destino histórico"?







Gabarito – Turma 83 –
Texto a: O índio
      1)            A matrícula de um índio.
      2)            Porque não tinha certeza se podia recebê-lo na escola, tinha duvidas se a escola sabia falar a sua língua.
      3)            Leis, Decretos, Portarias, Tratados, o Atlas, Mapas históricos,...
      4)            Porque não era comum a possibilidade de um índio estudar naquela escola.
      5)            Não, pois o garoto era um aluno normal como os outros da escola ou até mais “moderno” que os outros.
      6)            Uma cultura padrão ele se vestia igual aos alunos daquela escola...
      7)            C
      8)            No Hino nacional brasileiro.
      9)            A comunidade escolar se decepciona com o índio, pois eles não esperavam um jovem normal como os outros.
   10)            Justifique sua resposta. Sim pra quem não conhece sua  história de existência......... Pois alguns séculos atrás os índios corresponderia a expectativa da escola, mas nos dias de hoje eles já se trajam como o branco...

Texto b: Não despertemos os Leitores
      1)            O leitor dorminhoco é aquele que lê, mas não faz uma reflexão da leitura para saber se o que ele leu está certo ou errado, tem preguiça de raciocinar. O Texto "Não despertemos o leitor", é um texto dissertativo, pois segundo consulta ao livro de Othon Moacir Garcia Comunicação e Prosa Moderna 26 ed.
      2)            O leitor dorminhoco lê, mas não interpreta o que leu. O leitor semidesperto lê desconfia  que tem algo errado mas não se importa. O leitor atento lê e pesquisa para ver se o que leu é verdade.
      3)            Não. Porque Plutarco achava que os sete sábios eram chatos.
      4)            Eles tinham grande prestígio e influência entre os seus contemporâneos, e eram dotados de tamanha sabedoria que alguns de seus ensinamentos foram inscritos nas paredes do templo de Apolo, em Delfos.
      5)            Que conhecimento não faz mal a ninguém, e que o Brasil é historicamente feito por pessoas que são dispersas a leitura e que nada significa para ele.
      6)            "Autor que os queira conservar não deve ministra-lhes o mínimo susto."
      7)            O leitor dorminhoco lê, sem prestar atenção e não interpreta o que leu. O leitor semidesperto lê desconfia  que tem algo errado mas não tem curiosidade de aprofundar o seu conhecimento, se acomoda; O leitor atento lê, pesquisa, relacionar os fatos para ver se o que leu é verdade.


Aula 7º ano





TEXTO I – Mendigo

Eu estava diante de uma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:
– Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.
Calou-se e continuou a ler as notícias eleitorais:
– O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:
– O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.
Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:
– O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.
Tirei do bolso uma nota de cinqüenta e lhe ofereci pela sua franqueza.
– Muito obrigado, moço, mas não vá pensar que eu vou tirar o senhor da minha teoria. Vai me desculpar, mas o senhor também no fundo é igualzinho aos outros. Aliás, quer saber de uma coisa? Houve um homem de fato bom. Chamava-se Jesus Cristo. Mas o senhor viu o que fizeram com ele?
(Para gostar de ler. Vol. 2. São Paulo: Ática, 1978.)

01.   Sobre a crônica, assinale a afirmativa correta.
a) Intenciona levar o leitor a refletir sobre a relação homem e qualidade de vida.
b) Aborda um momento na vida do mendigo, leitor de jornais, que se posiciona frente às manchetes.
c) Contrasta características inerentes a presidentes com as inerentes a jornalistas.
d) A fala do mendigo, ao usar a si mesmo como exemplo de sujeito ruim, é um argumento incoerente.
e) O cronista, no final do texto, mantém a mesma percepção do mendigo tida no início.

02.   As frases “Não acredito um pingo em jornalistas.” E “São muito mentirosos.” Guardam implícita uma relação de sentido de causa/consequência. Reescrevendo-as em um único período e conservando esse sentido, ficaria:
a) Não acredito um pingo em jornalistas, embora sejam muito mentirosos.
b) Não acredito um pingo em jornalistas, por serem muito mentirosos.
c) Não acredito um pingo em jornalistas, apesar de serem muito mentirosos.
d) Não acredito um pingo em jornalistas, mas são muito mentirosos.
e) Não acredito um pingo em jornalistas, portanto são muito mentirosos.

03.   Assinale a alternativa que apresenta a mesma ideia contida no seguinte trecho: “Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.”

a) “Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.”

b) “O homem, que, nesta terra miserável,
mora, entre feras, sente inevitável
necessidade de também ser fera.”

c) “Um galo sozinho não tece uma manhã;
ele precisará sempre de outros galos.”

d) “Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena.”

e) “Amigos para sempre
é o que nós iremos ser
Na primavera
e em qualquer das estações”

Leia a frase abaixo:
“Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza.”

04.   Com relação a essa atitude do narrador, pode-se afirmar que o mendigo
a) passa a admirá-lo pelo gesto solidário.
b) começa a enxergá-lo como um ser menos nocivo à
c) sociedade.
d) não o vê melhor do que antes, apesar da doação.
e) se coloca inferior ao narrador ao receber tamanha quantia.

Texto para as questões de 05 a 07
TEXTO II - Os filhos do lixo - Lya Luft
Há quem diga que dou esperança; há quem proteste que sou pessimista. Eu digo que os maiores otimistas são aqueles que, apesar do que vivem ou observam, continuam apostando na vida, trabalhando, cultivando afetos e tendo projetos. Às vezes, porém, escrevo com dor. Como hoje.
Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo deste país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com estes olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.
A reportagem era uma história de terror – mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de 20 anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de 4, 2 e 1 ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: "A gente tem de sobreviver, né?".
Não sei como é possível alguém dizer que este país vai bem enquanto esses fatos, e outros semelhantes, acontecem. Pois, sendo na nossa pátria, não importa em que recanto for, tudo nos diz respeito, como nos dizem respeito a malandragem e a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo. Ouvimos a toda hora que nunca o país esteve tão bem. Até que em algumas coisas, talvez muitas, melhoramos.
Mas quem somos, afinal? Que país somos, que gente nos tornamos, se vemos tudo isso e continuamos comendo, bebendo, trabalhando e estudando como se nem fosse conosco? Deve ser o nosso jeito de sobreviver – não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem. Pois, se nos convencermos de que isso acontece no nosso meio, no nosso país, talvez na nossa cidade, e nos sentirmos parte disso, responsáveis por isso, o que se poderia fazer?

05.  Assinale a alternativa que NÃO contém uma característica comum ao texto lido:
a) É argumentativo.
b) Trata de uma questão relevante em termos sociais, sustentando a opinião do autor.
c) As justificativas das posições elencadas pela autora reiteram o caráter argumentativo do texto.
d) A autora sustenta seu ponto de vista em bases sólidas, embora não emita opinião permitindo que o leitor a forme.
e) O texto oferece uma análise mais detalhada e reflexiva de uma notícia veiculada pela mídia.

06.  ‘Eu mesma já vi com estes olhos’. Assinale a alternativa que contém a melhor análise do significado da expressão:
a) O trecho contém um termo que repete desnecessariamente uma ideia já retratada.
b) A redundância do termo ‘já vi com estes olhos’ é legítima para conferir à expressão mais vigor e clareza.
c) A construção ‘eu mesma já vi’ é irrepreensível em seu emprego e constitui um pleonasmo vicioso.
d) ‘vi com estes olhos’ deixa a desejar a confirmação da ideia que desejou reiterar.
e) ‘eu mesma’ contém um fenômeno chamado tautologia que se configura pela repetição desnecessária de dois termos que se excluem.

07.  Pelo termo ‘ufanismo’, entende-se:
a) orgulho exagerado
b) corrupção
c) falta de patriotismo
d) ocultação da verdade
e) imitação do estrangeiro

Texto III
O que o povo quer do próximo presidente

    Um bom candidato presidencial precisa estar atento às preocupações que mais afligem os cidadãos. Essa postura é necessária, primeiramente, pela razão óbvia de que ninguém ganha as eleições sem tocar nos temas mais importantes para a maioria da população. Mas há outro motivo para levar em conta a voz do povo: em grande medida, as sondagens de opinião expressam os erros e os avanços das políticas públicas, de modo que podem ser usadas como uma bússola para que o eleito priorize as questões mais relevantes.
Revista Época.Edição Nº 630. 13//06/2010

08. O texto 3 NÃO permite afirmar que:
a) os candidatos à presidência sempre levam em consideração as preocupações do povo.
b) as sondagens de opinião podem servir como referência para as questões prioritárias do candidato eleito.
c) as sondagens de opinião, geralmente, revelam o que o povo considera certo ou errado nas políticas públicas.
d) um bom candidato deve estar atento aos problemas que mais preocupam o cidadão.
e) dois motivos são apontados para que um bom candidato esteja atento às preocupações do cidadão: a) ninguém ganha as eleições sem tocar nos temas mais importantes para o povo; b) conhecer os erros e acertos nas políticas públicas indicados pelas pesquisas de opinião.
09.
A-      Justifique o emprego do título.
B-       Quem escreveu o texto (conhecimento, credibilidade,...)?
C-       Onde foi escrito o texto (meio de comunicação, força/imagem/confiança, extensão)?
D-      Por que (objetivo/intenção) foi escrito?
E-       Quando (época/período/tempo/marcas temporais) foi escrito?
F-       Qual é o público alvo (idade, sexo, escolaridade, classe social,...)?
G-      Posso classificar o texto como sendo, predominantemente, do tipo:
a)(   )jornalístico
b)(   )informativo
c)(   )literário
d)(   )publicitário
e)(   )explicativo





Gabaritos
TEXTO I – Mendigo
1)      B
2)      B
3)      B
4)      D
TEXTO II - Os filhos do lixo
5)      D
6)      B
7)      A
Texto III
O que o povo quer do próximo presidente
8)      A

9)     

Aula: 6º ano


LEIA COM ATENÇÃO:
O conto da mentira
Rogério Augusto

Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.
O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte...
Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”. 
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora, sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...
AGORA RESPONDA CORRETAMENTE:
Questão 1 – Identifique a ordem dos acontecimentos no conto:
( ) Felipe utiliza a criação de histórias como uma ferramenta profissional.
(  ) O pai do garoto o alerta quanto às consequências do ato de mentir.
(  ) Felipe deixa de ganhar a bicicleta do programa de televisão.
(  ) Felipe conta inúmeras mentiras em casa.
A sequência correta é:
a) 1, 2, 3, 4.
b) 4, 2, 3, 1.
c) 4, 3, 1, 2.
d) 2, 1, 4, 3.
Questão 2 – O que motivou Felipe a reduzir as suas mentiras?
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Questão 3 – Releia:
“Voltou a criar histórias. Agora, sem culpa e sem medo.”
Explique por que, agora, Felipe não se sente culpado e com medo de contar mentiras:
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_____________________________________________________________________________
Questão 4 – Justifique o emprego das aspas no conto:
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Questão 5 – Identifique os referentes das palavras sublinhadas:
a) “A mãe tentava assustá-lo [...]”.
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b) “Felipe ria na cara dela [...]”.
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c) “A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta.”.
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d) “Até que um dia deixou de contá-las.”.
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Questão 6 – Percebe-se traço da informalidade em:
a) “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.
b) “Então, aconteceu o que seu pai alertara.”.
c) “Continuou preparando o jantar em silêncio.”.
d) “É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...”.


TURMA: 62
GABARITO RESPOSTAS: O conto da mentira - Rogério Augusto

Questão 1
b) 4, 2, 3, 1.
Questão 2 –
Quando ele deixou de ganhar a bicicleta do programa de televisão.
Questão 3 –
O fato de Felipe, quando criança, não ter ganhado a bicicleta, em consequência de suas mentiras, fez com que reduzisse e até parasse de contá-las. Porém, agora, adulto, pode criar histórias sem medo e sem receio, visto que faz parte de sua profissão: escritor.

Questão 4 –
As aspas foram utilizadas, ao longo do conto, para a demarcação das falas dos personagens (Felipe, a sua mãe e o seu pai), diferenciando-as do que foi dito pelo narrador do conto.

Questão 5 –
a)
Refere ao “garoto Felipe”.
b) 
Refere-se à “mãe”.
c)
Refere-se à “apresentadora de TV”.
d) 
Refere-se às “mentiras”.
Questão 6 –
a) “Quem mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.


Eclesiastes 1:13

E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.